segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Curso de Escatologia Estudo 3: Do Milênio à Eternidade




Leitura Bíblica: I Coríntios 15. 24, 25
“Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés”.


INTRODUÇÃO

No fechamento da lição passada encontramos os exércitos do mundo concentrados na Palestina para fazerem guerra ao Senhor. O estudo de hoje discorrerá sobre os resultados imediatos deste confronto e o que dele restará, quando as nações sobreviventes serão conduzidas ao vale de Josafá, onde o Cordeiro com elas entrará em juízo. Segundo se depreende do Sermão Profético de Jesus, o objetivo deste julgamento será decidir quais os países a serem admitidos no reino milenial de Cristo.

O Milênio

Trata-se do sonho dourado da Humanidade. O Milênio é uma medida de tempo concernente à última dispensação divina concedida aos homens para a redenção da espécie. Mais precisamente, esse Milênio tem a ver com as promessas que Deus fez aos patriarcas de dar-lhes um reino sacerdotal e um Messias que governará o mundo a partir da cidade de Jerusalém, em Israel. Portanto, o Milênio será o tempo no qual os homens de todo o mundo hão de ser abençoados no crente Abraão através de Cristo, que é a sua verdadeira e prometida descendência.
     E a fim de que as bênçãos deste reino sejam plenas, Deus promoverá grandes transformações em todas as esferas naturais do mundo, convertendo o planeta inteiro em um verdadeiro “País das maravilhas”, o qual se traduzirá em felicidade para todos.

A Última Tentação

Durante os mil anos do reinado pessoal de Cristo sobre a Terra, Satanás estará acorrentado e detido no poço do abismo (Apocalipse 20. 1-3). Reparem que o texto bíblico e suas possíveis referências não mencionam a prisão temporária de todos os demônios, mas apenas de Satanás, o que em todo o caso deve significar que durante o Milênio os homens não experimentarão nenhum tipo de tentação ou sedução exterior. Isso não significa que durante os mil anos o pecado estará totalmente erradicado do coração humano. Mas por outro lado, o fato de o grande agente da tentação estar ausente da sociedade contribuirá para a paz e a felicidade de todos.

     Além do mais, durante o Milênio a Terra inteira se encherá do conhecimento de Deus, tal como as águas cobrem o mar (Isaías 11. 9), pois todas as nações serão governadas por cristãos e judeus salvos, transformados e confirmados em santidade e justiça, pelo que em todos os lugares a Palavra de Deus gotejará como o orvalho (Deuteronômio 32. 2). Todavia, esse ainda não há de ser um reino perfeito, pois o pecado continuará alojado no coração do homem. Mas não há como negar que a Dispensação do Reino Teocrático deverá ser a mais favorável de todas, já que Deus proverá todas as condições necessárias à salvação da raça humana. 

     E ainda assim, quando os mil anos estiverem próximos do fim, eis que Satanás será solto da sua prisão e sairá pelos quatro cantos do mundo a semear a discórdia e o descontentamento entre os homens, e num espaço de tempo bastante curto ele conseguirá levar um incalculável número de pessoas a se rebelarem contra o senhorio de Cristo. Confira esta informação em Apocalipse 20. 7-10. Enfim, esta há de ser a última tentação da humanidade e o seu objetivo será experimentar a fidelidade daqueles que houverem de nascer durante os mil anos de um reinado de paz.

O Juízo Final

Imediatamente à derrocada final de Satanás e seus congregados, Cristo se assentará no grande trono branco. Então acontecerá a prometida ressurreição geral, na qual os mortos de todos os tempos retornarão à vida para serem julgados em seus corpos físicos. Confira Daniel 12. 2; João 6. 26-29 e Apocalipse 20. 11-15. De acordo com esta última referência, no juízo final os homens serão julgados segundo as suas obras. Isso potencialmente significa duas coisas. 1- Que se tratará de um julgamento individual. 2- Que a sentença será pronunciada em consonância com os pecados de cada um. Ou seja, nem todos receberão a mesma punição, pois a justiça divina exige que a pena seja proporcional ao grau de culpabilidade de cada indivíduo. Aquela história de que Deus não faz distinção entre pecados grandes e pequenos é bastante tola e fere a santidade divina, fazendo parecer que Deus é injusto.

Entretanto, não apenas os mortos serão julgados, pois I Pedro 4. 4,5 diz que Cristo há de julgar os vivos e os mortos. Isso tem muito a ver com aquelas pessoas que se manterão fiéis a Cristo durante a última tentação de Satanás, no final do Milênio. Podemos dizer que no geral estes serão indivíduos que nascerão durante o reinado do Senhor. Eles só reconhecerão a grandeza da sua escolha quando forem julgados e descobrirem que os seus nomes estarão inscritos no livro da vida (Apocalipse 20.15).

A Conflagração do Universo

O apóstolo Pedro profetizou que o céu atmosférico e a própria Terra desaparecerão no meio de uma grande explosão que culminará em um incêndio universal (II Pedro 3. 7,10). O objetivo desta conflagração é fundir, purificar, renovar e transformar toda a natureza. Paulo, por sua vez, chama isso de “redenção da criação” (Romanos 8. 20-22). Esta é a restauração final do universo para a implantação do Reino Eterno de Deus.

O Novo Céu e a Nova Terra

É bom que se diga que quando a Bíblia fala em um novo céu e uma nova terra ela não necessariamente está se referindo a uma nova criação, mas a uma restauração de coisas já existentes. A expressão “Novo” pode ser aplicado de duas formas, mas na verdade ela diz respeito a uma e a mesma coisa: 1- Ela nos faz lembrar de que quando Cristo tomar o lugar sobre o grande trono branco o céu e a terra serão ofuscados, ou seja, “desaparecerão”. 2- Ela nos faz saber que o universo inteiro será incendiado a fim de exterminar todo o gérmen do pecado. O resultado disto será uma transformação total da Terra em sua geografia, topografia e natureza. Pedro nos faz saber que os elementos naturais e as construções humanas hão de ser consumidas pelo fogo.

A Nova Jerusalém

Nós a chamamos de a cidade santa, mas devido às suas medidas descomunais, a Bíblia também a chama de pátria, ou país dos remidos do Senhor (Hebreus 11. 13-16). Jesus a chamou de “a casa de meu Pai” (João 14.2), onde estão os tronos de Deus e de Cristo (Apocalipse 22.1). O testemunho da Bíblia é o de que esta cidade não foi criada, mas preparada por Deus, ou seja, ela foi construída manualmente (pelos anjos?) com o propósito de ser habitada por aqueles que atenderem ao chamado do Bom Salvador que convida a todos sem distinção (Lucas 14. 15-24). Se comparada à limitação do espírito humano, ali tudo é gigante. Para se ter uma idéia, os seus muros atingem a altura de um prédio de 25 andares, sendo que ali cada edifício mede aproximadamente 2.400 quilômetros de altura! Não há no mundo nada que a possa comparar, pois o seu cumprimento e altura são proporcionais. E tudo foi preparado para ser habitado e desfrutado pelos seres humanos!

A Doce Eternidade

Na eternidade, tudo será perfeito, pois Deus será tudo em todos. Para começar, Cristo devolverá o reino ao Pai, depois de haver reconciliado a criatura com o seu Criador. Haverá paz perfeita, felicidade perfeita, amor perfeito, santidade perfeita, comunhão perfeita, adoração perfeita... vida perfeita. E quando houvermos atingido esta perfeição, então o Senhor nos revelará o seu grande e último segredo: Pela primeira vez Ele permitirá que contemplemos o seu rosto santo! Apocalipse 22. 4.

Amém. Ora vem, Senhor Jesus!