sábado, 5 de julho de 2014

Estudo 2 - O Arrebatamento da Igreja e a Grande Tribulação



Leitura Bíblica: Isaías 26. 20, 21
“Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que se passe a ira. Porque eis que o Senhor saíra do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniquidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais aqueles que foram mortos”


INTRODUÇÃO

No estudo de hoje iremos discorrer a respeito do nascimento da igreja de Cristo e do propósito divino em comissionar os gentios à evangelização do mundo antes que venha o grande e terrível dia da Ira do Deus Todo-Poderoso. Ao consultar o Antigo Testamento, o estudioso da Bíblia poderá notar que o plano divino através dos séculos foi assumindo a sua forma gradativamente. Deus escolheu primeiramente um homem – Abrão, e formou através dele uma família – os filhos de Jacó; a partir daí Ele estabeleceu uma nação – Israel, para que por meio desta a sua justiça e graça fossem reveladas ao mundo inteiro.

O Nascimento da Igreja

O estudante das Escrituras haverá de notar que o Antigo Testamento se ocupa em demonstrar a maneira pela qual Deus agiu para criar e preparar a nação de Israel a fim de que dela nascesse o Salvador do mundo. O Novo Testamento, entretanto, se aplica em descrever as ações divinas ligadas ao propósito de gerar a igreja de Cristo, ou a sinagoga dos gentios, cuja missão é evangelizar e proclamar a salvação em massa nos quatro cantos do planeta. O surgimento desta igreja e a missão a ela confiada compreendem a chamada Dispensação da Graça. Trata-se de uma brecha no tempo, um concerto transitório cuja validade pode ser encerrada a qualquer momento.
       Simbolicamente falando, a missão da sinagoga dos gentios (a igreja) abrange três meses do calendário religioso dos judeus, indo do início de Abril (Nisan) ao começo de Junho (Sivan), e profeticamente corresponde à época das colheitas da cevada e do trigo.

O Ministério da Igreja

A Bíblia deixa bem claro que o propósito de Deus ao chamar Abrão não era apenas o de fazer dele uma grande nação. A Escritura é incisiva quando declara que todos os povos da Terra haveriam de ser abençoados no Pai da Fé, e isto apontava para Cristo, pois Ele é a verdadeira e prometida descendência de Abraão, em Quem todas as promessas de Deus serão cumpridas, em Quem também não há judeu nem grego, senhor ou escravo. Isaque era tão somente um tipo do Redentor, filho da Fé e da Promessa.
      
    Por outro lado, já estava previsto no simbolismo da lei que a evangelização do planeta não seria realizada pelos hebreus, mas por pessoas vindas de todas as nações do mundo. A entrega da lei, no Sinai e a estação da colheita iniciada na semana da Páscoa e concluída durante as comemorações do Pentecostes, são emblemas do ministério da igreja e se traduzem no estabelecimento das missões transculturais segundo a presciência de Deus. Afirma-se que nos dias do Novo testamento o trabalho dos semeadores e dos ceifeiros começava ao soar de uma trombeta ao amanhecer, e que terminava ao toque de outra trombeta, ao final do dia. Isto serve para nos lembrar de que a missão da igreja teve um começo e que deve terminar muito em breve.

A Plenitude dos Gentios

O Senhor Jesus usou o exemplo da mulher samaritana para demonstrar aos seus discípulos a maneira pela qual o Pai haveria de substituir os funcionários judeus pelo labor de servos vindos de entre os gentios. Numa passagem profundamente simbólica do Evangelho de João, eis que o Senhor da ceifa disse:
“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que Eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. E que ceifa recebe galardão, e o que ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem. Porque nisto é verdadeiro o ditado, que um é o que semeia, e outro o que ceifa. Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros entraram, e vós entrastes no seu trabalho.” (João 4. 35 – 38).
       Observe-se que o Mestre menciona a substituição dos semeadores (os judeus) pelos ceifeiros (os gentios, simbolizados pela samaritana) e conclui, dizendo que aqueles hão de ser beneficiados com os trabalhos destes. Paulo afirma que esta substituição aconteceu por causa da incredulidade dos filhos de Israel quando rejeitaram o Salvador. Desde então Cristo foi fazer servos entre os gentios e desta maneira provocou ciúmes no verdadeiro povo da promessa. Ler Romanos 11. 11.

O Fim da Colheita

O tempo do fim da colheita era um mistério. A seara era enorme e nem sempre era possível garimpar os melhores ceifeiros. Os senhores dos trigais promoviam empreitadas a fim de que todo o fruto fosse colhido em tempo recorde e ajuntado nos celeiros com a intenção de quando chegasse a semana do Pentecostes todos pudessem receber os seus salários e assim entrar no merecido repouso.

       Cristo disse: “A Seara verdadeiramente é grande, mas são poucos os ceifeiros...” (Mateus 9. 37). E Outra vez: “A noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9. 4). Os ceifeiros precisavam laborar incansavelmente. Isto significa que o Senhor da Ceifa tem pressa. O trigo maduro não pode esperar para ser colhido. Eis uma dupla e séria alusão ao ministério evangelizador da igreja; primeiro porque se não for colhido a tempo, o trigo se perde. Em segundo lugar, a Escritura atesta que a estação da colheita poderá ser interrompida a qualquer momento. Por isto, leia agora mesmo os seguintes textos: Isaías 22. 12, 13; Mateus 24. 36 – 39 e 45 – 51; Mateus 25. 14 – 30; Lucas 17. 34 – 36 e 21. 34; II Timóteo 3. 1 – 5.

        Esses textos explicam a condição espiritual e moral dos servos da seara durante os tempos do fim; apostasia, hipocrisia, amor-próprio, dissolução, glutonarias, iras, intrigas, invejas, festejos degradantes, churrascos, bebedeiras, desentendimentos familiares, traições conjugais em massa, aprovação do divórcio e a banalização do casamento, mau uso dos recursos financeiros da igreja, apropriação indevida dos bens comuns. Eis o retrato bíblico e profético de ministros e ministrados ante a vinda súbita do Senhor da Ceifa. Mas tudo se traduz no ensaio da grande tentação e da apostasia que presto assumirão proporção mundial.

        Os ceifeiros parecem estar esquecidos de que no simbolismo da lei exigia-se que nem todo o trigo fosse colhido, a fim de que as rebarbas do campo servissem de ração ao estrangeiro e de alimento aos menos favorecidos. Ou seja, são sobejos da Graça de Deus, demonstrados àqueles que estiverem no mundo durante a grande tribulação. Porém, tu, ó ceifeiro fiel, espera, pois hás de receber o teu galardão quando enfim vier o Senhor.

O Anticristo

Em Atos 15. 13 – 18, Tiago explica através da demonstração bíblica que chegará o dia em que Deus encerrará o ciclo da igreja de Cristo nesta Terra e voltará a se ocupar com a restauração e a salvação dos judeus. Porém, num meio-tempo entre o arrebatamento da igreja e o arrependimento nacional de Israel, deverá aparecer no mundo um ser extraordinário a quem o Novo testamento chama de Anticristo e Besta do Apocalipse. Ele promoverá uma apressada destruição ao mundo e no final perseguirá a nação de Israel por causa de sua fé no Messias. Enfim, ele há de ser totalmente possuído por Satanás e convocará o mundo inteiro para uma declarada guerra contra o Deus Todo-Poderoso.

       Mas a fim de retardar os ímpetos da Besta, Deus promoverá um poderoso reavivamento religioso entre os judeus, e ainda levantará duas Testemunhas que farão aberta oposição ao poder do Filho do Diabo. Estas duas Testemunhas hão de ser os humanos instrumentos da Ira de Deus, repreendendo os homens e profetizando grandes catástrofes naturais em todo o mundo. Nos dias do seu ministério haverá fome, pestes, guerras, terremotos, tsunamis, aniquilação em massa entre os homens, ameaças cósmicas. Será um tempo de angústia como nunca houve, mas isso não é tudo, pois o próprio Anticristo há ser acometido de uma grande loucura e ameaçará o planeta com o seu arsenal nuclear. Haverá retaliação diplomática internacional, perseguições políticas e religiosas. Judeus e cristãos que existirem na época hão de ser suas principais vítimas, porém, todas as classes de seres humanos devem perecer em suas mãos.

A Guerra do Armagedom

Quando todos os recursos naturais estiverem esgotados, haverá convulsão econômica mundial e os líderes internacionais formarão confederações nos quatro cantos do planeta. Já a este tempo a população mundial estará bastante reduzida, mas ainda haverá muitas bocas para comer e poucos recursos a serem repartidos. O resultado disso será a eclosão de revoltas, revoluções por minuto, guerras em toda parte, já que em tempos de crise valem os genocídios, os massacres e as pilhagem, e, como na lei da selva, sobreviverão apenas os mais fortes.
       De acordo com a milenar sabedoria judaica, é neste tempo que o governo da Rússia (leia-se Gogue e Magogue) cobiçará os tesouros da terra de Israel e para lá se deslocará com grande exército. Diz a Bíblia que neste ínterim, o Anticristo e suas tropas já estarão concentrados em Jisreel, a região a qual o Novo Testamento tem chamado de Armagedom. Como se não bastasse, uma horda de espíritos imundos invadirão as nações do extremo oriente, e países como China, Japão, as duas Coréias e Taiwan, se reunirão para formar um gigantesco exército e rumarão à Palestina para fazer oposição à Besta.

       Explodirá então uma guerra mundial sem precedentes e a raça humana está à beira da extinção. Mas então será tocada uma grande trombeta e Cristo aparecerá para impedir que o planeta seja destruído pela loucura dos homens.